Artigo 13 - O fim da Internet na Europa?


Esse assunto está "assustando" muita gente, principalmente os chamados criadores de conteúdos do YouTube. Desde 2016 as monetizações dos criadores de conteúdos já vinham caindo, eu sei disso pois eu também sou um deles. Por exemplo, essa bandeira da União Europeia que estou usando acima para ilustração neste artigo, segundo eu estou entendendo, mesmo eu fazendo algumas modificações, ela ainda é a bandeira da União Européia, é como, a grosso modo, fosse uma caricatura de alguém. E como esse alguém existe e eu estaria ganhando dinheiro com a caricatura dessa pessoa, eu teria que pagar direitos autorais por usar sua imagem.

A reforma dos direitos de autor na União Europeia voltou ao centro da polêmica, depois de famoso youtuber português Wuant ter produzido um vídeo alertando sobre o artigo 13.

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A proposta foi aprovada, em setembro, pelos eurodeputados para que se seguisse um período de negociações que ainda decorre entre a Comissão Europeia, o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu. 438 eurodeputados votaram a favor, 226 contra e 39 abstiveram-se.

O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, disse que a proposta ia pôr fim ao “faroeste digital” e que constituía uma “vitória para todos os cidadãos”, mas nem todos viram a proposta com bons olhos. É o exemplo da eurodeputada do Bloco de Esquerda, Marisa Matias, que acusou a proposta de abrir “caminho à censura prévia”.

Feita de duas partes – Artigo 11 e Artigo 13 –, a norma busca favorecer a grande indústria do entretenimento (cinema, TV e música, além de veículos jornalísticos) e mira na nova dinâmica criada pela internet, a exemplo do YouTube, Reddit e WordPress.

Em uma nota oficial do Facebook, a companhia avisou que esse artigo “pode significar consequências sérias e não intencionais para uma internet aberta e criativa”. Enquanto a CEO do YouTube, Susan Wojcicki, escreveu que a norma “apresenta uma ameaça aos meios de subsistência de todos os criadores de conteúdo, como os YouTubers em compartilhar suas vozes com o mundo”.

Com a desmonetização no YouTube desde 2016, os pequenos criadores como o Canal Meio Retrô, estarão correndo sério perigo em acabar, pois não valerá mas apena gastar tempo e dinheiro em criações de vídeos.

Os criadores do YouTube recebem seus salários através do Google AdSense, um sistema disponível para usuários com mais de 1 mil inscritos e 4 mil horas de exibição nos últimos 12 meses. Os criadores perceberam, em meados de junho e agosto de 2016, que grande parte de seus vídeos foi aleatoriamente “desmonetizada”, ou seja, as produções tiveram uma brusca redução na remuneração.
 
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O primeiro youtuber de grande influência a falar sobre isso foi Philip DeFranco, em agosto de 2016. A atualização do algoritmo veio a partir de uma denúncia do The Wall Street Journal contra o YouTube, pois alguns vídeos com conteúdo odioso e de organizações terroristas estavam associados a propagandas de grandes companhias, como AT&T, Verizon e Pepsi. Quando os anunciantes ameaçaram retirar os anúncios da plataforma por completo, o serviço de compartilhamento de vídeo agiu de forma rápida, mas não consultou os usuários.

Em um post no blog do YouTube, Philipp Schindler (diretor de negócios da Google) respondeu às críticas dos anunciantes, afirmando que a plataforma iria “implementar mudanças que dariam às marcas mais controle sobre onde seus anúncios aparecerão”. Depois do drama envolvendo o youtuber Pewdiepie, o serviço introduziu, mais uma vez, novas políticas sem avisar os criadores.

No Brasil, o problema não é diferente. Em um vídeo, Felipe Neto acusa o jornal The Wall Street Journal de ser responsável pela onda de desmonetização, pois foi o veículo que descobriu os anúncios em vídeos com discurso de ódio.
 
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No post ele divulga quanto dinheiro ganha por cada vídeo. Antigamente, faturava entre US$ 1 mil e US$ 3 mil por produção, enquanto agora recebe entre US$ 100 e US$ 200 mesmo em postagens com mais de 1 milhão de visualizações. “Eu não estou aqui para reclamar por mim. Já tenho meu sustento. Posso passar a ganhar zero dólares e vou continuar gravando vídeo todo dia aqui no canal. Mas e os produtores menores, que são completamente dependentes do AdSense?

Bem, o fato é que desde 2016 as coisas só vem piorando para nós criadores de conteúdo para o YouTube, a cada dia temos visto a nossa monetização caindo cada vez mais. O YouTube até está tentando resolver essa problema criando parcerias com outras empresas para "ajudar" os criadores de conteúdo, mas agora com o tal "Artigo 13" da União Européia vai ficar quase que impossível a produção de vídeos.

Fontes:


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